Política
Presidenciais 2026
Reportagem Antena 1. Portugueses votam nas embaixadas no estrangeiro
Já é possível votar para a primeira volta das eleições presidenciais nas embaixadas portuguesas e para quem está deslocado no estrangeiro. Em Bruxelas, o primeiro dia está a ser marcado pela ida às urnas de muitos jovens portugueses.
A Antena 1 acompanhou a votação e falou com a responsável consular de Portugal em Bruxelas. Maria João Cocco da Fonseca e com alguns dos portugueses que já exerceram o direito de voto
É o primeiro dia para as eleições presidenciais.
Num dia frio, com muita neve as portas abriram para que se possa votar na primeira volta das eleições presidenciais. São 3 dias em que podem votar "todos os eleitores que se encontrem recenseados em Portugal, portanto em território nacional, mas deslocados no estrangeiro, por qualquer das razões atendíveis na lei, ou seja, por razões de estudo, trabalho, acompanhantes de alguém que esteja aqui por razões de estudo ou trabalho. Nós não fazemos qualquer verificação dessas condições" refere Maria João Cocco da Fonseca, responsável pela seção Consular da Embaixada de Portugal na Bélgica.
"Portanto, todos podem vir votar sem necessidade de inscrição ou registo prévio. Têm de trazer apenas o cartão de cidadão" acrescenta.
Neste primeiro dia em que já se pode votar no estrangeiro notou-se alguma calma na afluência às urnas.
"Este primeiro dia teve um arranque bastante calmo, posso dizer, provavelmente porque ainda estamos no início do ano. A maioria das pessoas ainda está a regressar das festas para os seus respetivos trabalhos e as aulas ainda não começaram. Portanto, estamos à espera de uma fluência maior, provavelmente na quarta e na quinta-feira".
Mesmo assim, nas primeiras horas viram-se sobretudo muitos jovens a querer exercer o direito de voto. É uma tendência?
"Creio que posso dizer que sim" refere Maria João Cocco da Fonseca. Têm aparecido bastantes jovens, inclusive algumas pessoas que estão a votar pela primeira vez o que é sempre um momento marcante. Creio que sim, estão a aparecer bastantes jovens".
É o caso de Guilherme Francês, 18 anos.
"Vim votar porque tenho que exercer o meu direito, que é importante para o país que todos temos. Temos sempre uma abstenção muito grande, portanto, é importante virmos todos votar para expressamos o que queremos para o país".
Guilherme considera que os jovens não podem perder a ligação com Portugal. "Porque Portugal é o meu país. Vivi lá a minha vida toda e espero um dia regressar".
Nelson Moreira vem votar sempre que há eleições: "a partir do momento em que foi possível votar aqui, com um voto antecipado, tenho vindo sempre".
E considera que as pessoas estão devidamente informadas sobre o que é que devem fazer?
"No meu caso específico, sim. Mas eu trabalho numa instituição europeia, portanto, nós estamos muito bem informados. O que eu tenho visto, realmente, é cada vez mais pessoas a virem votar e que não fazem parte dessa bolha institucional. Portanto, provavelmente as pessoas estão cada vez mais bem informadas".
Mas Ana Cabral admite que devia haver mais divulgação e refere que "talvez fosse conveniente haver mais informação com mais antecedência, por exemplo, eu descobri que podia vir votar a partir de hoje, mas foi por procura minha".
Ana defende a importância de votar, mesmo estando no estrangeiro
"Temos esta oportunidade. Está em perigo cada vez mais a oportunidade que as pessoas têm de expressar a sua vontade, a sua opinião e acho que é importantíssimo".
Para Maria Teresa Freire Cardoso de Mira é importante votar porque "é um dever cívico".
"E eu, na minha idade, já passei por uma altura em que não podia ou que votava mas sabia que não valia a pena".
Mesmo estando na Bélgica, mesmo estando longe de Portugal?
"Principalmente estando longe" refere Maria Teresa.
André Moreira tem 22 anos e veio votar porque considera "que Portugal é um país que historicamente teve que lutar pela sua democracia e nada é mais democrático que vir votar".
Sobre o empenho dos jovens em participar, André diz reconhece essa vontade: "sim, sim, Tenho muitos amigos da comunidade portuguesa aqui em Bruxelas e todos querem vir votar".
Será talvez a primeira vez, desde há muito tempo que se terá que organizar uma segunda volta também na Embaixada em Bruxelas, pelo menos de acordo com as sondagens.
Maria João Cocco da Fonseca, responsável pela seção Consular da Embaixada de Portugal na Bélgica garante que está tudo pronto para esse cenário.
"Aliás, eu acho que esse facto já foi assumido informalmente pela própria Comissão Nacional de Eleições, porque há material eleitoral que nós recebemos por mala diplomática que já tem a menção expressa 'segunda volta', portanto, estamos completamente mentalizados e preparados para ter vários dias de muito trabalho e muitas noitadas aqui na embaixada".
Será possível votar até quinta-feira, no estrangeiro, só é preciso trazer o cartão de cidadão.
É o primeiro dia para as eleições presidenciais.
Num dia frio, com muita neve as portas abriram para que se possa votar na primeira volta das eleições presidenciais. São 3 dias em que podem votar "todos os eleitores que se encontrem recenseados em Portugal, portanto em território nacional, mas deslocados no estrangeiro, por qualquer das razões atendíveis na lei, ou seja, por razões de estudo, trabalho, acompanhantes de alguém que esteja aqui por razões de estudo ou trabalho. Nós não fazemos qualquer verificação dessas condições" refere Maria João Cocco da Fonseca, responsável pela seção Consular da Embaixada de Portugal na Bélgica.
"Portanto, todos podem vir votar sem necessidade de inscrição ou registo prévio. Têm de trazer apenas o cartão de cidadão" acrescenta.
Neste primeiro dia em que já se pode votar no estrangeiro notou-se alguma calma na afluência às urnas.
"Este primeiro dia teve um arranque bastante calmo, posso dizer, provavelmente porque ainda estamos no início do ano. A maioria das pessoas ainda está a regressar das festas para os seus respetivos trabalhos e as aulas ainda não começaram. Portanto, estamos à espera de uma fluência maior, provavelmente na quarta e na quinta-feira".
Mesmo assim, nas primeiras horas viram-se sobretudo muitos jovens a querer exercer o direito de voto. É uma tendência?
"Creio que posso dizer que sim" refere Maria João Cocco da Fonseca. Têm aparecido bastantes jovens, inclusive algumas pessoas que estão a votar pela primeira vez o que é sempre um momento marcante. Creio que sim, estão a aparecer bastantes jovens".
É o caso de Guilherme Francês, 18 anos.
"Vim votar porque tenho que exercer o meu direito, que é importante para o país que todos temos. Temos sempre uma abstenção muito grande, portanto, é importante virmos todos votar para expressamos o que queremos para o país".
Guilherme considera que os jovens não podem perder a ligação com Portugal. "Porque Portugal é o meu país. Vivi lá a minha vida toda e espero um dia regressar".
Nelson Moreira vem votar sempre que há eleições: "a partir do momento em que foi possível votar aqui, com um voto antecipado, tenho vindo sempre".
E considera que as pessoas estão devidamente informadas sobre o que é que devem fazer?
"No meu caso específico, sim. Mas eu trabalho numa instituição europeia, portanto, nós estamos muito bem informados. O que eu tenho visto, realmente, é cada vez mais pessoas a virem votar e que não fazem parte dessa bolha institucional. Portanto, provavelmente as pessoas estão cada vez mais bem informadas".
Mas Ana Cabral admite que devia haver mais divulgação e refere que "talvez fosse conveniente haver mais informação com mais antecedência, por exemplo, eu descobri que podia vir votar a partir de hoje, mas foi por procura minha".
Ana defende a importância de votar, mesmo estando no estrangeiro
"Temos esta oportunidade. Está em perigo cada vez mais a oportunidade que as pessoas têm de expressar a sua vontade, a sua opinião e acho que é importantíssimo".
Para Maria Teresa Freire Cardoso de Mira é importante votar porque "é um dever cívico".
"E eu, na minha idade, já passei por uma altura em que não podia ou que votava mas sabia que não valia a pena".
Mesmo estando na Bélgica, mesmo estando longe de Portugal?
"Principalmente estando longe" refere Maria Teresa.
André Moreira tem 22 anos e veio votar porque considera "que Portugal é um país que historicamente teve que lutar pela sua democracia e nada é mais democrático que vir votar".
Sobre o empenho dos jovens em participar, André diz reconhece essa vontade: "sim, sim, Tenho muitos amigos da comunidade portuguesa aqui em Bruxelas e todos querem vir votar".
Será talvez a primeira vez, desde há muito tempo que se terá que organizar uma segunda volta também na Embaixada em Bruxelas, pelo menos de acordo com as sondagens.
Maria João Cocco da Fonseca, responsável pela seção Consular da Embaixada de Portugal na Bélgica garante que está tudo pronto para esse cenário.
"Aliás, eu acho que esse facto já foi assumido informalmente pela própria Comissão Nacional de Eleições, porque há material eleitoral que nós recebemos por mala diplomática que já tem a menção expressa 'segunda volta', portanto, estamos completamente mentalizados e preparados para ter vários dias de muito trabalho e muitas noitadas aqui na embaixada".
Será possível votar até quinta-feira, no estrangeiro, só é preciso trazer o cartão de cidadão.